1ª Aula – 22/03/2010

28 mar

Eu estava sentado na grama de um jardim lindo e florido, estava lendo um livro muito interessante quando percebo algumas flores perto de mim se mexendo, como se alguém ou alguma coisa estivesse ali escondido.

Fui ver que coisa era essa, foi então que vi a coisa mais estranha que já havia visto, um coelho branco vestido com… um mini-terno, segurava um relógio de bolso e parecia muito aflito. Quando ele me viu saiu correndo como um louco, gritando que estava muito atrasado e precisava ir. Não sei se fiquei mais assustado com o fato de ter visto um coelho que fala ou o fato de ter visto um coelho que estava atrasado, sei lá pra que.

Mas não pensei duas vezes e sai correndo atrás dele, apesar de pequeno ele corria rápido e estava me deixando sem fôlego, mas continuei assim mesmo. E em uma fração de segundo ele simplesmente sumiu, fui até o ponto onde ele, o coelho, havia desaparecido e só encontrei um poço que parecia não ter fim. Gritei um “Olá” bem alto mas só consegui ouvir o eco da minha voz, foi quando a terra da beirada do poço, onde eu estava me apoiando com as mãos, cedeu e eu cai.

Realmente o poço parecia não ter fim e coisas estranhas começaram a surgir dentro dele, pessoas com o rosto pintado como palhaços, com adereços e roupas que não faziam nenhum sentido, declamando textos que faziam menos sentidos ainda. E o fim do poço chegou e cai sobre algumas pessoas que estavam ali encenando coisas que não conseguia entender e eles estavam por toda parte p/ onde quer que eu olhasse havia pessoas trajadas de forma diferente, uma delas me chamou muita atenção, estava com crânio humano na mão falando alguma coisa sobre “Ser ou não ser”. Mas não custei a perceber que eu havia caído no maravilhoso país da Escola de Teatro e Dança da UFPA!

Calma, eu posso explicar essa loucura que acabei de escrever acima!

Esse é um trecho de “Alice No País Das Maravilhas” (ou o que eu consegui lembrar da história) que é uma história que eu gosto muito e acho que cabe um pouco no que eu vou contar sobre a primeira aula de Trajetórias do Ser!

Começando do começo (sem querer ser redundante). Antes de começar a aula eu estava um pouco ansioso pra saber como seria, na apresentação dos professores e das disciplinas na semana passada a professora Wlad havia explicado o que seria a matéria, mas pra mim não havia ficado muito claro e resolvi esperar o dia da aula p/ entender um pouco mais da matéria!

Confesso que ainda tenho algumas dúvidas mas não muito importantes. Mas como na história da Alice, no primeiro dia aula eu me senti como se tivesse caído em mundo diferente, com coisas que eu ainda não havia experimentado, coisas novas que eu iria aprender, pessoas diferentes (mas iguais a mim) que eu iria conhecer, tudo parecia muito novo e eu estava disposto a me aventurar em tudo isso!

Bom, falando um pouco da aula, nós conhecemos um pouco de cada aluno, ficamos sabendo o que cada um sabia de teatro e um pouco da vida pessoal. Foi bem interessante porque eu pude ver que apesar de todos terem um interesse em comum (o teatro), temos a vida bem diferente, ideias diferentes e cada um tem uma vida pessoal que não é igual a nenhuma outra entre os alunos dessa turma. Com isso, acho que podemos ensinar uns aos outros, coisas que podem ser úteis, quer seja na vida acadêmica que seja no dia-a-dia de cada um!

Sobre a minha apresentação:

Acho que queria ter falado mais algumas coisas que acabei esquecendo. Falar em público não é meu forte,  por isso saio atropelando as palavras, falando coisas que as vezes nem eu entendo!! rsrs

Mas no final nem foi tão difícil, acho que o essencial eu consegui falar!!!!

No finalzinho da aula:

A Wlad passou um tipo de exercício que envolviam 4 alunos, ela pedia p/ eles executarem um movimento, depois propunha desdobramento desses movimentos. Foi bem interessante, acho que já tinha visto ou feito alguma coisa assim na Unipop.

Depois ela passou um “dever de casa” rsrs, ela formou duplas para apresentação de um seminário (tensooo) que começa com primeira dupla na próxima aula!

Essa foi a primeira aula de Trajetórias do Ser, de 2010!

Hasta la vista, baby! 😉

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